quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vidas Secas - Graciliano Ramos

Este é um dos livros que pertence a lista dos vestibulares que irei cursar. O peguei na Biblioteca pública de minha cidade porque para mim o fato de ter um prazo de entrega faz com que eu não deixe o livro de lado, mas ele pode ser facilmente baixado na internet.

É um livro de tema atual, pois a seca continua assolando o nordeste e é um assunto potencial para as provas de vestibular.

Quanto ao livro...eu não o achei cansativo, achei bastante envolvente e me induziu a ler um capítulo após o outro com facilidade.


Na obra o autor mostra como se dão as relações de poder, como se forma "aquele que não pode responder, que não pode fazer contas" e do outro lado "aquele que dita as regras, que manda embora".

Contexto Histórico

Romance pertencente a segunda fase do Modernismo (regionalista),  foi escrito entre 1937 e 1938. Momento em que o povo brasileiro estava abalado pelos acontecimentos ocorridos naquela década. A crise econômica causada pela quebra da bolsa de Nova York, a Crise cafeeira, a Revolução de 30, o declínio do nordeste, levaram a um novo estilo ficcional; mais adulto ,maduro, moderno, marcado pela rudeza, por uma linguagem mais brasileira, por um enfoque direto dos fatos, uma retomada ao naturalismo, principalmente no plano da narrativa documental, além do romance nordestino, da liberdade temática e rigor estilístico.

Estudo dos personagens

Baleia - cadela da família, tratada como gente e muito querida pelas crianças; pensa, sonha e age como se fosse gente(enquanto os personagens humanos não o fazem). O nome de baleia é uma ironia, aquela que anda livremente pelo mar.

Sinhá Vitória - mulher de Fabiano, sofrida, mãe de dois filhos, lutadora e inconformada com a miséria em que vivem, trabalha muito, mulata esperta, fazia conta com grãos, tinha o sonho de ter uma cama de fita de couro para dormir, sempre previne o marido sobre os trapaceiros

Fabiano - nordestino pobre, ignorante que desesperadamente procura trabalho, bebe muito e perde dinheiro no jogo, quase não fala, não sabe que é branco e não sabe ler nem escrever, as vezes chega a ver a si próprio como um animal.

Menino mais velho - queria saber ler e queria o significado da palavra inferno

Menino mais novo - queria ser vaqueiro como o pai

Papagaio - só sabia latir porque era o único som que escutava

Patrão - contratou Fabiano para trabalhar em sua fazenda, era desonesto e explorava os empregados. Representa a mediocridade, a injustiça e a opressão

Soldado amarelo - representa o poder instituído 

O papel feminino na obra

Sinhá Vitória quer uma vida melhor e é por causa de seus sonhos que a família avança e conquista condições melhores ( ela passa a querer um lampião, um vestido). É ela quem conduz o caminho da transformação do ser humano( pensa em levar os meninos para escola).
Era ela quem fazia as contas, mas era Fabiano quem ia cobrar. A mulher não podia agir, mas no romance ela conduz.

Características presentes na obra

Zoomorfização
Antropoformização das criaturas
Uso econômico de adjetivos
Adjetivos e figuras de linguagem: metáfora e prosopopeia

A Estética da seca

O nome dos personagens confirmam literalmente a denúncia das mazelas sociais. O livro mostra desde o título a desumanização que a seca promove nos personagens, cuja expressão verbal é tão estéril quanto o solo castigado da região. A miséria causada pela seca como elemento natural, soma-se a miséria imposta pela influência social, representada pela exploração dos ricos proprietários da região.
Os personagens são obrigados a retirar-se para outros lugares conforme a chegada da seca. Uma das implicações desse estilo de vida é a fragmentação temporal e espacial captada pelo autor na estrutura de Vidas Secas ao utilizar um método de composição que rompia com a linearidade temporal, típica dos romances do século XIX. 
A falta de linearidade (capítulos que se ligam temporalmente por relação de causa e consequência) dá aos 13 capítulos uma autonomia que permite até a leitura independente, exceto o primeiro e o último capítulo que devem ser mantidos nessa ordem.



Narrador

O uso da terceira pessoa é uma necessidade da narrativa para que fosse mantida a verossimilhança da obra por conta da mínima articulação verbal  dos personagens, reflexo das adversidades naturais e sociais que os afligem, nenhum parece capacitado a assumir o posto de narrador.
Há a utilização do discurso indireto livre onde as falas dos personagens se mesclam ao discurso do narrador em terceira pessoa. Essa foi a solução para que a voz dos marginalizados pudesse participar da narração sem que tivessem que assumir a posição de narrador.

Espaço

A história se passa no sertão, região marcada pelas chuvas escassas e irregulares. Essa falta de chuva somada a uma política de descaso do governo com os investimentos sociais transforma a paisagem em um ambiente inóspito e hostil.
Na região, Inverno é o nome dado a época de chuvas em que a esperança sertaneja floresce. O sonho de uma existência menos árida e miserável esboça-se no horizonte e dura até as chuvas cessarem e a seca retornar implacável.
Na obra ocorre um recorte espacial entre o ambiente rural e urbano para demostrar a adequação e a inadequação dos personagens em um ou em outro espaço.
Apesar da miséria presente Fabiano domina o ambiente rural. Incapaz de se comunicar, ao desempenhar a função de vaqueiro ele não sente tanto as consequências de seu laconismo. E conhecendo as técnicas de sua profissão ele se sente útil e digno. Na cidade ele já se sente inadequado.

Tempo

Além da falta de linearidade, há uma nítida valorização do tempo psicológico em detrimento ao cronológico, o que distancia os personagens da ordenação civilizada do tempo.
Enquanto elemento estrutural, a falta da marcação do tempo cronológico é mais uma forma de evidenciar a exclusão dos personagens. Enquanto a valorização do tempo psicológico torna as angústias dos personagens mais próximas do leitor, que as percebe com mais intensidade.

Análise da obra


  • Graciliano mostra que o ser humano é capaz de se transformar. No primeiro capítulo os personagens não falam, e no último já conversam. Sinhá Vitória pensa em levar os meninos á escola.


  • As personagens são focadas uma por vez o que mostra o afastamento entre elas. Cada uma tem sua vida particular, acentuando a solidão em que vivem.


  • A obra é a dramática descrição de pessoas que não conseguem se comunicar. Nem os opressores com os oprimidos, nem cada grupo comunica-se entre si.


  • A nota predominante é o desencontro dos seres. Os diálogos são raros e as palavras apenas xingatórios, exclamações ou grunhidos.


  • A terra é seca, mas o homem também é seco daí o nome Vidas Secas


  • O fato de não dar nomes as crianças é para caracterizar a vida mesquinha e sem sentido em que vivem
Vale a pena ler o resumo, caso você esteja muito em cima da prova rsrs!!


Links consultados:

E rumo ao vestibular!!!!!!!


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Renascimento cultural - conhecimentos importantes

No último post falamos sobre o Renascimento Cultural. Quando comecei a resolver questões sobre esse assunto percebi que algumas coisas podem passar batidas, mas elas caem nas provas! Então vamos a elas!

O Renascimento Cultural e o desenvolvimento do comércio e da vida urbana

O crescimento das cidades devido ao comércio marítimo pelo Mediterrâneo criou um meio favorável ao desenvolvimento das atividades intelectuais e artísticas. As cidades eram bem desenvolvidas e dirigidas pela burguesia que acumulava valores como o individualismo, o espírito de competição e o racionalismo, contrariando os valores medievais.  As mais ricas se tornaram os primeiros e principais centros de difusão do movimento. O ressurgimento do comércio permitiu á burguesia acumular riquezas e financiar obras de artistas e escritores.



A queda de Constantinopla e o Renascimento Cultural

Após a queda de Constantinopla os sábios bizantinos emigraram para Itália levando elementos da cultura clássica de Bizâncio. Eles eram continuadores da cultura de língua grega e portadores de manuscritos de ciência, medicina e de outras áreas do saber.

Humanismo, Racionalismo e Mecenato

Humanismo: colocou o homem como centro de todas preocupações, dando uma nova importância aos direitos individuais.

Racionalismo: tentativa de explicar as coisas  pela razão humana,através do espírito científico.

Mecenas: papas, reis, príncipes, banqueiros e burgueses que estimulavam os artistas, cada um querendo fazer de sua cidade o maior centro cultural.

Principais artistas do Renascimento

Leonardo da Vinci

Não foi apenas pintor e escultor, mas também estudou música, arquitetura, engenharia, foi inventor e filósofo. Suas obras de arte baseavam-se nas pinturas científicas a partir de minuciosas observações da natureza como em Monalisa e A última Ceia.


Michelangelo

Considerado o maior escultor renascentista italiano, praticou também pintura e arquitetura. Suas pinturas de tema religioso divergiam da grande maioria dos pintores renascentistas (temas da natureza). Sua maior obra de arte foi a abóboda ( forma arqueada de arquitetura) da Capela Sistina onde retratou a história bíblica do Gênesis e do Juízo final.



Rafael Sanzio

Suas obras se destacaram pela pintura de diversas madonas (mãe de Jesus) e quase todas as suas obras decoram atualmente salas do Vaticano.

Fillipo Brunelleschi

Suas principais obras foram o projeto da cúpula da Catedral de Santa Maria del Fiore e o Palácio de Pitti.

O Elogio da loucura - Erasmo de Roterdã

É uma homenagem á Thomas More, autor de Utopia e grande amigo de Erasmo. Foi escrita de modo francamente satírico, em seus 68 breves capítulos. No texto, a Loucura,  personificada como uma entidade viva, faz seu próprio elogio e se demostra a imperatriz da humanidade, uma vez que ela é a "mola oculta da vida" e ninguém lhe escapa.
Em tom de brincadeira, Erasmo denuncia males reais como a ingratidão, a hipocrisia e a intolerância. Esta última ocupa posição de destaque na obra.
Erasmo coloca-se equidistante entre católicos e protestantes,zombando de ambos e assim se torna grande expressão no humanismo cristão do período.

Teoria Heliocêntrica

Teoria que demonstra cientificamente que o sol é o centro do Sistema solar. Foi apresentada pela primeira vez por Aristarco de Samos, mas foi Nicolau Copérnico e posteriormente Galileu Galilei que desenvolveram e deram sustentação científica para a teoria. Galileu conseguiu provar a teoria graças a observações feitas no telescópio.
Nessa época a igreja defendia o Geocentrismo e Galileu foi condenado pelo Santo Ofício. Prestes a ser queimado na fogueira da Inquisição, ele negou o heliocentrismo diante do tribunal para livrar-se da morte, mas continuou pesquisando e acreditando no heliocentrismo.

Dom quixote - Miguel de Cervantes

Na obra o autor critica de maneira sarcástica e irônica, os valores e as instituições medievais ao contar a história de um nobre espanhol que, de tanto ler romances de cavalaria, saiu vagando pelo mundo em busca de aventura, acompanhado pelo seu fiel escudeiro Sancho pança.

O Príncipe de Maquiavel

A obra sintetiza o pensamento político do autor. Foi escrita durante algumas semanas em que ele ficou exilado por conspirar contra o governo, mas só foi publicada cinco anos após sua morte.
Maquiavel tinha sido diplomata e homem de estado, conhecia bem os mecanismos e os instrumentos de poder. A obra é uma análise lúcida e cortante do poder político, visto por dentro e de perto.

Em O Príncipe (palavra que designa todos os governantes), a política não é vista mais através de um fundamento exterior a ela própria (como Deus, a razão ou a natureza), mas sim como uma atividade humana. O que move a política, segundo o autor, é a luta pela conquista e pela manutenção do poder.

A primeira leitura que se fez dos escritos de Maquiavel tomou o livro como manual de conselhos práticos aos governantes.

A obra tem estilo elegante e direto. Suas partes são bem organizadas, tanto na apresentação quanto na distribuição dos temas. O procedimento principal do narrador é comparar experiências históricas com fatos contemporâneos, a fim de analisar as sociedades e a política. Em algumas passagens o autor se torna personagem das situações que descreve.

Podemos dividir a obra em quatro partes:
Classificação dos Estados
Como conquistar e conservar os estados
Análise do papel dos militares 

Bons estudos!! E não se deixe vencer pelo cansaço!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Renascimento

No último post falamos sobre o método científico e surgiu o tema do renascimento. Sim, sim, sim vamos contextualizar!!!




No momento em que foi desenvolvido o método científico estava ocorrendo o renascimento. O renascimento foi um movimento de ordem artística, cultural e científica que ocorreu na passagem da idade média para a moderna. Não foi uma ruptura drástica com o mundo medieval, apenas ocorreram sensíveis transformações que não correspondiam mais aos valores do pensamento medieval, apresentando um novo conjunto de temas e interesses aos meios científicos e culturais de sua época.
O termo renascimento foi empregado para referir-se ao renascer da humanidade e da consciência moderna após um longo período de decadência.


Introdução


Desde o fim do Império Romano do ocidente a igreja católica preservava em seus mosteiros a cultura da Antiguidade Clássica, tornando assim a instrução, um privilégio do clero que passou a administrar a educação, encarregando-se de explicar aos fiéis a doutrina cristã, o mundo e os fenômenos naturais.                                                                     Os costumes feudais, a produção artística, literária, filosófica e científica seguiam os princípios do clero.

Com o nascimento da burguesia foram retomados os estudos de textos antigos pela camada legista (administradores e juristas da burguesia encarregados de elaborar medidas legais que dessem respaldo as atividades econômicas deste grupo) que buscavam textos jurídicos, mas foram descobrindo novas informações em todas as áreas que foram servindo de inspiração aos mais diferentes letrados, tornando o homem da antiguidade clássica um ideal cultural.

A visão de mundo medieval


Foi criada e difundida pela igreja católica que era quem dominava a vida cultural na Idade Média, passando a ideia de que era preciso aceitar passivamente a eternidade do feudalismo e o domínio da nobreza.
Predominava o teocentrismo (Deus está no centro de tudo) onde o homem não deveria se importar muito com a vida terrena, material, deveria se subordinar a igreja católica, que era a intermediária entre o ser humano e Deus. A igreja ditava todas as verdades e verdade era aquilo que estava na bíblia ou baseado nas tradições. Tudo devia ser aceito sem reclamar, pois ao tentar mudar algo estava-se indo contra a vontade divina.

A visão de mundo renascentista


A visão de mundo medieval atendia aos interesses dos senhores feudais enquanto a renascentista estava ligada a burguesia em ascensão. O homem medieval era subordinado a igreja e o renascentista era laico.
Para os renascentistas a verdade era empírica, ou seja, fruto da experimentação e da observação aliada ao uso da razão. Para eles conhecer a natureza era fundamental para ter poder sobre ela e garantir o lucro.


A filosofia humanista contra a escolástica

A escolástica era a filosofia oficial da igreja católica e era baseada principalmente na adaptação que São Tomás de Aquino tinha feito da obra de Aristóteles. Também chamada de tomismo era considerada perfeita pelos homens da igreja. Tinha muitos aspectos dogmáticos (verdades indiscutíveis que não precisavam ser provadas) que se discutidos levavam a pessoa a condição de herege (inimigo da religião). Assim a razão era subordinada a fé.
O humanismo era a filosofia do renascimento. Era bastante crítica em relação aos valores medievais; a razão não era mais serva da fé. Criou-se a noção de individualidade onde o homem era um universo próprio, particular, especial. Para os humanistas a cultura que valorizava o ser humano foi produzida na antiguidade clássica e por isso havia uma febre pelos estudos dessa época como inspiração.

Contexto histórico e características do Renascimento

As conquistas marítimas e o contato com a Ásia ampliaram o comércio e a diversidade dos produtos de consumo na Europa, fazendo com que muitas comerciantes acumulassem fortunas e assim dispor de condições de investir na produção artística e científica da época.



De acordo com o renascimento a razão era uma manifestação do espírito humano que o colocava mais perto de Deus e ao questionar o mundo exercia um dom dado por ele. Tinha como características: o privilégio dado as ações humanas (humanismo) representado na reprodução  de situações do cotidiano, na rigorosa reprodução de traços e formas humanas (naturalismo) elogiando as concepções artísticas da antiguidade clássica (Greco-romana), o antropocentrismo (homem no centro), valorização da razão e da natureza( os cientistas passam a utilizar métodos experimentais e de observação – o método científico)
Essa valorização das ações humanas despertou o interesse da burguesia. Suas ações pelo mundo,  a circulação por diferentes espaços e o ímpeto individualista ganharam atenção nesse processo de transformação promovido pelo renascimento.  O entusiasmo burguês era tamanho que alguns chegaram a financiar artistas e cientistas. A busca por prazeres (hedonismo) também colocava o individualismo da modernidade em foco.
A aproximação do renascimento com a burguesia pode ser claramente percebido no interior de cidades como Gênova, Veneza, Milão, Floresça e Roma que eram grandes centros comerciais onde a intensa circulação de riquezas e ideias promoveram a ascensão de uma notória classe artística italiana e tornando-a o berço do Renascimento. Algumas famílias realizavam o mecenato ( patrocínio das obras e estudos renascentistas) e a profissionalização desses renascentistas foi responsável por um extenso conjunto de obras que acabou dividindo o movimento em três períodos: o trecento, o quatrocento e o cinquecento.

Trecento: destaca-se o legado literário  de Petrarca (“De Africa “e “Odes a Laura”) e Dante Alighieri (Divina Comédia), as pinturas de Giotto de Bondoni ( O beijo de Judas, Juizo final e A lamentação e Lamento ante cristo morto).

Petrarca - "De África"                      
A literatura se renovou com o surgimento de novas formas de expressão como o soneto, a poesia épica e a prosa com conteúdo crítico, utilizada nos textos de Petrarca.


                                     Dante Alighieri - A Divina Comédia
Nessa obra ele descreve o inferno, o paraíso e o purgatório. O tema é medieval,mas o tratamento que ele dá é renascentista. Dante não botou nenhum de seus escritores gregos e romanos no inferno, apesar deles serem pagãos, em compensação, lá nas profundezas criou uma sepultura de fogo que aguardava o papa da época, Bonifácio VIII. O poeta considerava traição o pior dos crimes. E na entrada do céu ao invés de um anjo ele colocou Beatriz, sua amada falecida.

O Beijo de Judas - Giotto de Bondone
Os retratos de santos de Giotto reproduzem pessoas vivas, em carne e osso.



A pintura rompeu a tradição medieval do imobilismo, da justaposição de imagens e dos temas exclusivamente religiosos. A introdução de novos elementos relativos á cor, á forma e ao movimento de figuras somou-se as noções de perspectiva, proporção e profundidade surgidas primeiramente na obro acima: Giotto - Lamento ante o Cristo Morto, o Juízo Final.





Quatrocento: o movimento já tinha representantes dentro e fora da Itália com representantes como o italiano Leonardo Da Vinci (Monalisa) e o holandês Erasmo de Roterdã (Elogio a loucura).

Monalisa - Leonardo Da Vinci


Erasmo de Roterdã



Cinquecento: foi a fase final do renascimento onde o movimento ganhou grandes proporções em todo o continente europeu. Em Portugal destaca-se a literatura de Gil Vicente (Auto da barca do inferno) e Luís de Camões (Os Lusíadas). Na Alemanha os quadros de Albercht Dürer (Adão e Eva e Melancolia) e Hans Holbein (Cristo Morto e a Virgem do brugomestre Meyer). Na literatura francesa temos François Rabelais (Gargântua e Pantagruel). No campo científico destaca-se a teoria heliocêntrica defendida por Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno abolindo o monopólio dos saberes controlado pela igreja católica.


Os Lusíadas - Camões


Adão e Eva e Melancolia



Eliocentrismo


Outros artistas renascentistas

Bocaccio - Decameron
Nesta coleção de contos eróticos há uma valorização do hedoísmo (importância do corpo e dos prazeres terrenos).


Michelangelo - Juizo final


Livros consultados: 
Nova História Crítica, Moderna e Contemporânea - Mario Schmidt
História Moderna e Contemporânea - Alceu Luiz Pazzinato e Maria Helena Valente Senize

Links consultados:

Vídeos:











Exercícios:


E por hoje é só!!!!! Lembrando que a cada hora que você desiste alguém acredita! Bons estudos!!




domingo, 31 de março de 2013

Método Científico







O método científico é um conjunto de regras básicas para fazer uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, corrigir ou integrar conhecimentos já existentes. É composto por algumas etapas:


  • Observação: ato de observar detalhadamente e repetidamente, a olho nu ou com a ajuda de instrumentos específicos, fatos a sua volta e fazer perguntas sobre eles buscando entendê-los.

  • Hipótese: possível explicação lógica para responder as perguntas que surgiram durante a observação apoiando-se na reunião das informações existentes sobre o assunto.

  • Dedução: previsão dos fatos que podem acontecer caso a hipótese seja verdadeira.

  • Experimentação: fase onde ocorrem a realização de experimentos para comprovar ou negar a veracidade da hipótese. Antigamente eram feitas experiências empíricas que eram do tipo tentativa-erro e as descobertas eram puramente casuais. As mais aceitas são as experiências controladas onde são usados um grupo experimental (aquele em que se promove alteração em um fator a ser testado, deixando todos os demais fatores sem alteração) e um grupo de controle (é submetido aos mesmos fatores, mas sem sofrer alteração para comparar os resultados com os do grupo experimental); se os resultados obtidos forem diferentes atribui-se esse fato ao fator testado e se forem iguais pode-se dizer que o fator testado não interfere no processo em estudo.

  • Conclusão: fase em que se conclui a veracidade da hipótese através dos resultados da experimentação.Se confirmadas as hipóteses são aceitas, se não, são rejeitadas e novas hipóteses são formuladas para serem testadas.
Resumindo....observa-se um fato e faz-se perguntas sobre ele para entendê-lo (observação), formula-se respostas para as perguntas (hipótese), prevê-se o que pode ocorrer caso a hipótese seja verdadeira (dedução), testa-se as deduções (experimentação) e conclui-se sua veracidade.

Observação:

  • Lei: explicação simples e concisa de um fato bem estabelecido pela ciência com hipóteses amplamente testadas e validadas.
  • Teoria: conjunto de explicações sobre certo tipo de fenômeno ou grupo de fenômenos semelhantes, que tem validade até que sejam incapazes de explicar certo fato ou fenômeno ou até que um novo experimento comprovado se oponha a ela.



Sites consultados:


Sites interessantes sobre o assunto:



Videos













Exercícios:


Dica: esse conteúdo fala um pouco sobre antiguidade, ou seja, tem um pouco de história então vale a pena contextualizar. Pegue um livro de história e estude sobre esse fato, veja a época em que ocorreram e isso pode ter uma ligação com literatura tbm, ok?!!! #ficaadiaca


Só é vencido aquele que admite a si mesmo que está derrotado!!!! Bons estudos!!!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Como tudo começou

É dada a largada!!!!


Comecei por biologia e peguei um livro que acho bem completo: o Bio da Sônia Lopes - volume único
   
                                                                                           
Para literatura escolhi um de vestibular e um geral. Para o vestibular escolhi o Vidas Secas do Graciliano Ramos, tema muito contemporâneo!!



E boa leitura pessoal!!!

Um belo dia resolvi mudar


E foi assim...um belo dia resolvi sair da minha rotina de redes sociais e começar a estudar de verdade para passar no vestibular. Primeiramente, eu pesquisei se era possível estudar em casa, dicas de quem já passou no vestibular estudando em casa, como criar um horário e diante de todas essas informações fiz a coisa a minha maneira.

1- Primeiro escolhi um local para estudar: meu quarto!

 Como cheguei a essa conclusão? Escolha um local onde você possa ficar sozinho, com pouco barulho, bem iluminado, arejado e COM POUCAS DISTRAÇÕES!!!
Escolhi meu quarto onde tem como distração apenas um computador que eu usaria para pesquisar no momento dos estudos.

2-Escolhi um horário para estudar

Como eu havia escolhido meu quarto e lá o sol bate a tarde, então escolhi estudar pela manhã, de 8 até 14h, para começar. Você pode escolher menos tempo e ir aumentando aos poucos, enfim isso vai de cada um.



3- Arrumei a mesa de estudos

Para não ficar saindo do seu local de estudos a todo tempo e acabar se distraindo ou interrompendo o raciocínio, a sua mesa de estudo deve ter tudo que você precisa como por exemplo:
Livros
Cadernos
Agenda
Caderno de anotações
Estojo
Folhas em branco
Lápis, borracha,caneta,corretivo,lapiseira
Cesta de lixo

4- Enchi meu quarto e os locais que me distraio facilmente de frases motivacionais, tais como:

Um passo a frente e você não estará mais no mesmo lugar!
O pior naufrágio é daquele que não saiu do porto!
Rumo a faculdade!
Eu quero, eu posso, eu vou conseguir!
Mais importante que a vontade de vencer é a coragem de começar!
Só é vencido aquele que admite a si mesmo que está derrotado!
Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje!
Se não tornar seus sonhos realidade, a realidade os levará embora!
Cada hora que você desiste, alguém acredita!
O caminho é longo, mas a vitória é certa. Desistir nunca!
Bem em cima da minha tv coloquei: desligue a tv e vá ler um livro!
Em cima do computador coloquei: use a internet para coisas mais úteis e saia do face kkkkk

5-Decidi o que cursar

No meu caso eu já sabia que queria enfermagem ou medicina!! Mas para quem não sabe é bom fazer testes vocacionais e pesquisas sobre aquela profissão.É necessário saber quanto ganha, como anda o mercado na sua cidade etc.



6- Onde fazer

Faça uma lista das faculdades que você pretende fazer e fique ligado nas datas dos vestibular e refaça provas anteriores.






7- Por onde começar a estudar

Para mim essa questão foi muito particular...eu decidi começar pela matéria que mais tenho curiosidade e facilidade e através dela ir contextualizando com outros assuntos. No meu caso foi biologia.
Decidi também ir a biblioteca pública de minha cidade para pegar uns livros; uns de vestibular e outros não assim estarei estudando e cultivando o hábito da leitura. Você pode também baixar da internet, mas para mim o fato de ter prazo de entrega me obriga a ler o livro e eu não deixo de ler!!

8- Vamos estudar?
Encerro a postagem de hoje convidando a todos para estudar comigo via net e trocar informações!!