No momento
em que foi desenvolvido o método científico estava ocorrendo o renascimento. O
renascimento foi um movimento de ordem artística, cultural e científica que
ocorreu na passagem da idade média para a moderna. Não foi uma ruptura drástica
com o mundo medieval, apenas ocorreram sensíveis transformações que não
correspondiam mais aos valores do pensamento medieval, apresentando um novo
conjunto de temas e interesses aos meios científicos e culturais de sua época.
O termo
renascimento foi empregado para referir-se ao renascer da humanidade e da
consciência moderna após um longo período de decadência.
Introdução
Desde o fim
do Império Romano do ocidente a igreja católica preservava em seus mosteiros a
cultura da Antiguidade Clássica, tornando assim a instrução, um privilégio do
clero que passou a administrar a educação, encarregando-se de explicar aos
fiéis a doutrina cristã, o mundo e os fenômenos naturais.
Os costumes feudais, a
produção artística, literária, filosófica e científica seguiam os princípios do
clero.
Com o
nascimento da burguesia foram retomados os estudos de textos antigos pela
camada legista (administradores e juristas da burguesia encarregados de
elaborar medidas legais que dessem respaldo as atividades econômicas deste
grupo) que buscavam textos jurídicos, mas foram descobrindo novas informações em
todas as áreas que foram servindo de inspiração aos mais diferentes letrados,
tornando o homem da antiguidade clássica um ideal cultural.
A visão de mundo medieval
Foi criada e
difundida pela igreja católica que era quem dominava a vida cultural na Idade
Média, passando a ideia de que era preciso aceitar passivamente a eternidade do
feudalismo e o domínio da nobreza.
Predominava
o teocentrismo (Deus está no centro de tudo) onde o homem não deveria se
importar muito com a vida terrena, material, deveria se subordinar a igreja
católica, que era a intermediária entre o ser humano e Deus. A igreja ditava
todas as verdades e verdade era aquilo que estava na bíblia ou baseado nas
tradições. Tudo devia ser aceito sem reclamar, pois ao tentar mudar algo
estava-se indo contra a vontade divina.
A visão de mundo renascentista
A visão de
mundo medieval atendia aos interesses dos senhores feudais enquanto a
renascentista estava ligada a burguesia em ascensão. O homem medieval era
subordinado a igreja e o renascentista era laico.
Para os
renascentistas a verdade era empírica, ou seja, fruto da experimentação e da
observação aliada ao uso da razão. Para eles conhecer a natureza era
fundamental para ter poder sobre ela e garantir o lucro.
A filosofia humanista contra a escolástica
A
escolástica era a filosofia oficial da igreja católica e era baseada
principalmente na adaptação que São Tomás de Aquino tinha feito da obra de
Aristóteles. Também chamada de tomismo era considerada perfeita pelos homens da
igreja. Tinha muitos aspectos dogmáticos (verdades indiscutíveis que não
precisavam ser provadas) que se discutidos levavam a pessoa a condição de
herege (inimigo da religião). Assim a razão era subordinada a fé.
O humanismo
era a filosofia do renascimento. Era bastante crítica em relação aos valores
medievais; a razão não era mais serva da fé. Criou-se a noção de individualidade
onde o homem era um universo próprio, particular, especial. Para os humanistas
a cultura que valorizava o ser humano foi produzida na antiguidade clássica e
por isso havia uma febre pelos estudos dessa época como inspiração.
Contexto histórico e características do Renascimento
As
conquistas marítimas e o contato com a Ásia ampliaram o comércio e a
diversidade dos produtos de consumo na Europa, fazendo com que muitas
comerciantes acumulassem fortunas e assim dispor de condições de investir na
produção artística e científica da época.
De acordo
com o renascimento a razão era uma manifestação do espírito humano que o
colocava mais perto de Deus e ao questionar o mundo exercia um dom dado
por ele. Tinha como características: o privilégio dado as ações humanas
(humanismo) representado na reprodução de situações do cotidiano, na rigorosa
reprodução de traços e formas humanas (naturalismo) elogiando as concepções artísticas
da antiguidade clássica (Greco-romana), o antropocentrismo (homem no centro),
valorização da razão e da natureza( os cientistas passam a utilizar métodos
experimentais e de observação – o método científico)
Essa
valorização das ações humanas despertou o interesse da burguesia. Suas ações
pelo mundo, a circulação por diferentes
espaços e o ímpeto individualista ganharam atenção nesse processo de
transformação promovido pelo renascimento.
O entusiasmo burguês era tamanho que alguns chegaram a financiar
artistas e cientistas. A busca por prazeres (hedonismo) também colocava o
individualismo da modernidade em foco.
A
aproximação do renascimento com a burguesia pode ser claramente percebido no
interior de cidades como Gênova, Veneza, Milão, Floresça e Roma que eram
grandes centros comerciais onde a intensa circulação de riquezas e ideias
promoveram a ascensão de uma notória classe artística italiana e tornando-a o
berço do Renascimento. Algumas famílias realizavam o mecenato ( patrocínio das
obras e estudos renascentistas) e a profissionalização desses renascentistas
foi responsável por um extenso conjunto de obras que acabou dividindo o
movimento em três períodos: o trecento, o quatrocento e o cinquecento.
Trecento:
destaca-se o legado literário de
Petrarca (“De Africa “e “Odes a Laura”) e Dante Alighieri (Divina Comédia), as
pinturas de Giotto de Bondoni ( O beijo de Judas, Juizo final e A lamentação e
Lamento ante cristo morto).
A literatura se renovou com o surgimento de novas formas de expressão como o soneto, a poesia épica e a prosa com conteúdo crítico, utilizada nos textos de Petrarca.
Nessa obra ele descreve o inferno, o paraíso e o purgatório. O tema é medieval,mas o tratamento que ele dá é renascentista. Dante não botou nenhum de seus escritores gregos e romanos no inferno, apesar deles serem pagãos, em compensação, lá nas profundezas criou uma sepultura de fogo que aguardava o papa da época, Bonifácio VIII. O poeta considerava traição o pior dos crimes. E na entrada do céu ao invés de um anjo ele colocou Beatriz, sua amada falecida.
Os retratos de santos de Giotto reproduzem pessoas vivas, em carne e osso.
A pintura rompeu a tradição medieval do imobilismo, da justaposição de imagens e dos temas exclusivamente religiosos. A introdução de novos elementos relativos á cor, á forma e ao movimento de figuras somou-se as noções de perspectiva, proporção e profundidade surgidas primeiramente na obro acima: Giotto - Lamento ante o Cristo Morto, o Juízo Final.
Quatrocento:
o movimento já tinha representantes dentro e fora da Itália com representantes
como o italiano Leonardo Da Vinci (Monalisa) e o holandês Erasmo de Roterdã
(Elogio a loucura).
Cinquecento:
foi a fase final do renascimento onde o movimento ganhou grandes proporções em
todo o continente europeu. Em Portugal destaca-se a literatura de Gil Vicente
(Auto da barca do inferno) e Luís de Camões (Os Lusíadas). Na Alemanha os
quadros de Albercht Dürer (Adão e Eva e Melancolia) e Hans Holbein (Cristo
Morto e a Virgem do brugomestre Meyer). Na literatura francesa temos François
Rabelais (Gargântua e Pantagruel). No campo científico destaca-se a teoria
heliocêntrica defendida por Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno
abolindo o monopólio dos saberes controlado pela igreja católica.
Outros artistas renascentistas
Nesta coleção de contos eróticos há uma valorização do hedoísmo (importância do corpo e dos prazeres terrenos).
Livros consultados:
Nova História Crítica, Moderna e Contemporânea - Mario Schmidt
História Moderna e Contemporânea - Alceu Luiz Pazzinato e Maria Helena Valente Senize
Links consultados:
Vídeos:
Exercícios:
E por hoje é só!!!!! Lembrando que a cada hora que você desiste alguém acredita! Bons estudos!!

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